GRAVIDADE

QUÂNTICA

Teoria Quântica Gravitacional - “T.Q.G.”
Autor: Rolf Arturo Blankschein Guthmann  
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                Resumo:

                Baseada em uma inovadora filosofia sobre o funcionamento do tempo, esta teoria encontra uma explicação para a origem da gravidade, e a partir desta nova interpretação física, se demonstra, teórico e experimentalmente, como os átomos geram simultaneamente, há gravidade, o tempo, e o espaço-tempo.

 Mostraremos que a gravidade é gerada pelos átomos quando estes se encontram sob a influência, pela presença, de outros átomos. Onde veremos que a gravidade resulta de uma ínfima diferença entre as forças nucleares, a coulombiana (ou força centrípeta exercida pelos núcleos) e a força centrífuga nos campos eletrônicos (exercida na eletrosfera). E que esta diferença é induzida pelo espaço-tempo existente em torno do átomo, uma conseqüência da relativística falta de simetria dos fenômenos eletromagnéticos.

 Esta diferença é uma força relativa que não possui massa, ou seja, após a neutralização das cargas elétricas atômicas temos uma força residual, que no referencial do núcleo, representa um vetor de inércia.

 Na continuação, apresentaremos uma seqüência de constatações experimentais e evidenciais que provarão à consistência desta teoria. Com esta nova maneira de entender o funcionamento do tempo, da gravidade e consequentemente do espaço-tempo, além de encontrarmos explicações para diversos fenômenos físicos, ou grandes enigmas da natureza, ainda não muito bem entendidos, temos reais possibilidades de unificar a Teoria da Relatividade com a poderosa Mecânica Quântica.

 

 

01.0 – Introdução a T.Q.G..

 

                    A Teoria Quântica Gravitacional ou T.Q.G. surgiu da exploração de uma nova idéia sobre a origem atômica da gravidade, e da sua relação com o “tempo” e vice-versa. A partir deste novo conceito, pelo qual, a geração do tempo assim como da gravidade é delegada aos átomos, veremos como é possível unificar a Teoria da Relatividade (T.R.) com a poderosa Mecânica Quântica (M.Q.) e consequentemente inaugurar uma nova fronteira física.

 Para atingir este objetivo é introduzida uma nova idéia em relação ao funcionamento do fluxo do “tempo”. Para o pleno entendimento da T.Q.G. é de fundamental importância, compreender e aceitar a origem do tempo, conforme ele é apresentado, porque este novo “tempo” é o cúmplice da consistência destas idéias e, é a principal ferramenta, que irá nos auxiliar na unificação das leis da física.

 Basicamente as idéias principais da T.Q.G. estão de acordo com o Princípio da Incerteza (PI), que é à base da Mecânica Quântica (M.Q.). Sabemos que a M.Q. é um formalismo matemático desenvolvido a partir da experiência e da observação, com o qual se verifica o comportamento das partículas subatômicas com muito sucesso, possibilitando-se assim, com uma grande precisão, a análise do comportamento das mesmas.

 Muitos gigantes da física acreditam na existência de uma falha fundamental nesta teoria. Einstein foi um, que relutou até os últimos dos seus dias em aceitar a realidade meramente probabilística da M.Q..

 A T.Q.G. não pretende, de forma alguma, questionar a validade da Mecânica Quântica (M.Q.), mas, sim, atacar de frente seus fundamentos filosóficos. A maioria dos físicos teóricos defende a “Interpretação de Copenhagen” e o seu indeterminismo, o qual resulta numa interpretação basicamente probabilística. A introdução do princípio da incerteza temporal objetiva atingir a realidade física num nível mais profundo, para enfrentar as interpretações meramente estatísticas da M.Q. e mostrar que as variáveis que estão escondidas de nós, na realidade, só estão indefinidas no tempo, entre um passado recente e um futuro próximo.

 Sabemos que uma das grandes dificuldades na unificação da Relatividade Geral (RG) com a M.Q. reside na diferença de como estas teorias lidam com o tempo, este, simplesmente flui de forma diferente nestas teorias. Na M.Q. ele possui duas direções, ou seja, anda para o passado e para o futuro, podendo ser até negligenciado, enquanto que, na RG, dependendo do lugar, pode até não fluir, ou andar pra frente a taxas diferentes, em cada referencial. Na realidade da T.Q.G., se verifica que o tempo tem estas duas características simultaneamente. Temos uma portadora de tempo principal, a partir da qual nós nos identificamos, ou pela qual se identificam basicamente todas as macro-estruturas ou átomos, esta, obedece aos princípios da TR, enquanto as micro-estruturas, possuem o tempo oscilando em torno desta portadora, que é o tempo da M.Q..

 A abordagem no desenvolvimento inicial da T.Q.G. no cap.03, utilizando o modelo atômico da antiga teoria quântica com suas órbitas “planetárias”, foi motivada, em parte, pela abstrata linguagem da mecânica quântica e, principalmente, pela necessidade de se ter uma visualização do processo, que de outra forma seria impossível. Sabemos que a antiga teoria quântica, através de processos matemáticos consideravelmente mais simples, é capaz de dar resultados numericamente corretos, principalmente, para o átomo de hidrogênio, possibilitando com isso uma interpretação física mais acessível.

 Para enfrentar o desafio de entender o funcionamento do tempo, sugiro ao leitor, que esteja munido de muita paciência, boa concentração e uma, não pequena capacidade de abstração. Veremos na abordagem, a seguir, que estes novos conceitos se provarão consistentes com a nossa realidade física.

 Devemos imaginar a T.Q.G. como se fosse um quebra-cabeça, onde em cada capítulo se encontra uma das peças. No cap. 3 veremos, por exemplo, a idéia da direção do tempo: “....o tempo passa a taxas mais lentas na eletrosfera, uma conseqüência da dilatação do tempo conforme estabelece a teoria da relatividade (TR), esta é uma das propriedades dos átomos, a de polarizar o tempo dos núcleos para o futuro, padronizando dessa forma uma direção para o tempo.......”.

 Para assimilar todo o poder desta nova teoria, basta o leitor conseguir montar este quebra-cabeça. Para facilitar o entendimento destas novas idéias, é necessário acompanhar pacientemente a seqüência do raciocínio e assim verificar as relações entre elas. Reitero que para compreender esta teoria na sua plenitude, não basta entender as partes em separado, pois, isoladas, algumas não terão sentido, deve-se entender o conjunto como um todo.

 Foi inevitável, para uma maior clareza, ser repetitivo em muitos casos, sacrificando a elegância desta teoria. Para uma melhor visualização das grandezas e de suas pequenas diferenças, sempre onde foi possível e/ou necessário, foram utilizados 60 algarismos significativos.

 Veremos, no final deste trabalho, que a sutil ligação que concilia a Teoria da Relatividade com a Mecânica Quântica, reside em entender como os átomos geram a gravidade, o tempo e consequentemente o espaço-tempo. Como o macro-cosmos (um conjunto com mais de um átomo) influência o micro-cosmos (o átomo).

 Acredito que nesta imperceptível e relativística diferença entre as forças nucleares imposta pelo espaço-tempo, nas quais encontramos a origem da gravidade, como veremos mais adiante, temos uma real possibilidade de conseguir à tão desejada unificação das leis da física.

 Posso afirmar que muitas questões, da física, não entendidas ou mal explicadas, encontram atualmente, e muitas outras, encontrarão no futuro, pela TQG uma solução satisfatória. 

 Rolf Guthmann

 

 

 

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Referências Bibliográficas.

A relação, a seguir, de Referências Bibliográficas, é somente uma pequena parte de todo o material consultado pelo autor no desenvolvimento da TQG. Além desta relação, somam-se inúmeras páginas consultadas na INTERNET, de SITES de física, filosofia e outros, de todos os lugares do Mundo.

O leitor deve considerar, ainda, que muitas idéias (experiências imaginadas assim como evidências) surgiram em debates, salas de bate papo, ou fóruns de discussão, de física, astronomia ou de ciências em geral, que auxiliaram no amadurecimento e aperfeiçoamento da TQG. A identificação destas inúmeras pessoas que participaram na criação da TQG ficou prejudicada, em decorrência do sistema de identificação por apelidos, nestas salas e fóruns.

 

  1. Física Quântica –Robert Eisberg – Robert Resnick - Editora Campus Ltda. - 1979.
  2. O Grande, o Pequeno e a Mente Humana - Roger Penrose - Editora Unesp – 1ª Reimpressão 1998.
  3. O Enigma do Tempo – Paul Davies - Editora Ediouro Publicações S.A.– 1998.
  4. Ótica e Física Moderna -Paul A. Tipler- Volume 4 - 3ª edição– Editora Guanabara-Koogan – 1995.
  5. A Teoria da Relatividade Especial e Geral - Albert Einstein - Contraponto Editora Ltda. - 1ª Edição Novembro 1999.
  6. Aplicação da Supercondutividade - Adir Moyses Luiz - Editora Edgard Blücher Ltda. – 1992.
  7. Conjetura e Mito na Física - Hermann Bondi -Editora Universidade de Brasília – 2ª Edição – 1997.
  8. O Fim da Ciência - John Horgan - Companhia das Letras - Editora Schwarcz Ltda. - 1998.
  9. A Unificação das Forças Fundamentais - Abdus Salam / Wernwe Heisenberg / Paul A. M. Dirac.- Jorge Zahar Editor – RJ. – 1993.
  10. Einstein estava certo ? – Clifford M. Will - Editora Universidade de Brasília – 1996.
  11. Uma Breve História do Tempo – Stephen W. Hawking - Editora Rocco – 1988.
  12. Fundamentos de Física – Volume 4 – David Halliday - Robert Resnick - Livros Técnicos e Científicos Editora Ltda. – RJ. – 1991.
  13. Física Atômica e Conhecimento Humano – Ensaios 1932-1957 – Niels Bohr - Contraponto Editora Ltda. – 1995.
  14. A Essência da Realidade – David Deutsch - Makron Books do Brasil Editora Ltda. – 2000.
  15. A Parte e o Todo – Werner Heisenberg - Contraponto Editora Ltda. – 1996.
  16. Gravitação, Ondas e Termodinâmica - Paul A. Tipler - Volume 2 - LTC- Livros Técnicos e Científicos Editora Ltda. – 1995.
  17. As Origens de Nosso Universo – Malcom Longair – Jorge Zahar Editor Ltda. – 1994
  18. Hiperespaço – Michio Kaku – Editora Rocco – 2000.
  19. Física 4 – Ótica, Relatividade e Física Quântica – H. Moysés Nussenzveig – Editora Edgard Blücher Ltda. –1998.
  20. A Mão Esquerda da Criação – John D. Barrow - Martins Fontes Editora Ltda. Ciência Aberta – 1988.
  21. Uma Breve História do Infinito – Richard Morris – Jorge Zahar Editora Ltda. – 1998.
  22. O Universo Vermelho - Halton Arp - Editora Perspectiva S.A.- 2001.
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